Naquele momento meus poros exalavam medo e cerveja,
Numa combinação exuberante.
Eu tinha a impressão de que meus ossos saiam dos seus eixos em um vai-e-vem ritmado
De modo a oferecer-me maior flexibilidade.
Pingos desciam por minha perna e ousavam tocar o chão.
Eu sorria.
Talvez com uma ironia disfarçada de excesso de confiança.
As alfaias em meu coração intensificavam-se.
Não com uma freqüência frenética ou descompassada.
Mas com uma harmonia lírica e uma intensidade sonora invejável.
As artérias cadenciavam o samba-enredo de meu corpo.
Eu fazia samba e amor até mais tarde.
sábado, 11 de abril de 2009
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