domingo, 24 de agosto de 2008

Só de papel

Quero contemplar sua mais perfeita dobradura;
Contemplar o contorno de suas curvas, cada detalhe fornecido por seus dedos...
Ou por seus instintos.
O desabrochar do botão de rosa [róseo] que cresce naturalmente umedecido
E a sordidez da fragrância impura que exala.
O afeto e a concentração em seus moldes transparecem;
Ocultam a tradição pecadora.
Claro que é arte!
E também é filosofia...
Sinto-me descontrolado.
Preciso tocá-la.

Um comentário:

Gisa Leão disse...

Pô... dando umas segundas olhadas, é... Realmente tem um traço daquilo que o autor quis passar. Eu é que nunca entendo, só pra variar!

Mas é a Lei: Sinta Quem Ler...

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xêro!