domingo, 29 de janeiro de 2012

Provocação da meia-noite

Eu tenho linguagem.

Em algum momento de meu processo de significação do mund(outro), sinto a inevitável necessidade de me significar.

Pergunto: O que sou eu? Identidade.

A ciência não responde.

Eu tenho linguagem.

Sou capaz de ter consciência da minha própria existência. Posso significá-la.

A consciência de que existo me coloca as seguintes perguntas:

Pra que eu existo?

O que vou fazer com a minha vida?

A ciência não responde.

O suicídio é uma hipótese entre outras.

Eu faço juízos.

Eu tenho vontade.

Eu tenho desejo.

Eu tenho apetite.

Eu sou linguagem e posso acabar com a minha vida.

2 comentários:

Sidarta Serra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sidarta Serra disse...

Mas isso...isso são caracteristicas superestimadas. Acho que apenas quando se consegue transcender essas caracteristicas e transitar entre este "ser" e outras formas de ser...bem, ai é uma coisa plausivel.